sexta-feira, 15 de abril de 2011

As Musas do Caiubi - Lis Rodrigues e Danny Reis

As Musas do Caiubi - Lis Rodrigues e Danny Reis
  
No dia 29 de abril teremos duas grandes apresentações, uma no Rio e outra em São Paulo. Estarão em cena na Terra da Garoa  e na Cidade Maravilhosa respectivamente, Lis Rodrigues e Danny Reis as "Musas do Caiubi". O Clube Caiubi de Compositores dispensa apresentações assim como a trajetória dessas duas grandes artistas. Portanto se estiver em São Paulo, não deixe de assistir ao show "Artista de Sinal" de Lis Rodrigues e pra você morador ou de passagem pelo Rio,  não perca o lançamento do cd "Todo Dia" de Danny Reis.

Para conhecer mais o trabalho de Lis Rodrigues e Danny Reis acesse:



Sem coinscidências do destino, as duas artistas gravaram a canção "Todo Dia" de Alexandre Lemos e Guilherme Rondon. Cada qual com sua beleza na interpretação. Confira as duas interpretações abaixo:






 

quarta-feira, 23 de março de 2011

Vinícius Calderoni - Tranchã

Vinícius Calderoni - Tranchã
De 2007, "Tranchã" pra mim é um disco impecável dentro e fora dele. Por dentro a primeira obra do cineasta, compositor e cantor Vinícius Calderoni, possui uma sonoridade pop mesclando samba, jazz, bossa nova e rock. Nas letras, encontramos uma visão de Vinícius aparentemente tranquila para problemas do nosso dia-dia. Desde de um estado de espírito aflito relatado na irreverente "Vou mandar pastar",  até a crônica trágica do fim de quase todo relacionamento descrita em "Nenhum suingue".É de maneira leve que Calderoni soluciona os conflitos. Por fora, em 2010 o compositor convidou 12 cineastas para fazer 12 clipes das músicas do cd, onde o resultado é sensacional. Nas minhas favoritas estão "Nenhum Suingue" dirigida pelo próprio Calderoni e "Crédulo" dirigida por Esmir Filho.

 
Para conhecer mais o Tranchã de Vinícius Calderoni acesse:

domingo, 13 de março de 2011

Letto - Pare, olhe, escute

Letto - Pare, olhe, escute
Lançado em 2010, o primeiro EP do carioca mais potiguar que conheço. Letto nasceu no Rio mas foi morar em Natal muito cedo, foi lá que construiu boa parte de sua vida e de sua carreira artística. Na capital do Rio Grande do Norte, este cantor e compositor se encontra com a carreira consolidada e  atualmente mora na "Cidade Maravilhosa" almejando novos alvos. Com letras poéticas que possuem uma beleza melancólica o EP "Pare, olhe, escute" traz cinco músicas incansáveis de serem apreciadas. Para  o momento, Letto está em estúdio finalizando mais 7 canções para o seu primeiro CD. Você que ainda não ouviu esse rapaz  e fica  sempre a espera de um sucesso radiofônico, não perca tempo: pare, olhe e escute.

 Para conhecer mais sobre Letto e sua carreira: http://www.melodybox.com.br/letto/

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Jabu Morales - Jabu

Jabu Morales - Jabu

No ano passado a percussionista, cantora e compositora Jabu Morales lançou seu primeiro disco totalmente independente intulado Jabu. Regionalismo pop e afrobeat resumiriam a bela mistura do disco dessa mineira que hoje vive em Barcelona. Nas canções encontramos desde de temáticas que abordam o amor, a "pontos" de ritmos regionais brasileiros de capoeira a umbanda.

Para conhecer mais sobre Jabu Morales acesse:

http://www.jabumorales.com/
Este workshop trabalha os múltiplos ritmos de brasil, especificamente os do norte e nordeste, e suas danças. A partir de jogos musicais, fonemas e sons do corpo Jabu propõem uma integração entre a dança e os tambores, com mudanças constantes de quem toca e quem dança. Abarcará os seguintes ritmos: Coco de Roda, Jongo, Tambor de Crioula, Maracatu, Ciranda, Afoxé, Samba de Roda…
Jabu Morales começou seu envolvimento com a música aos 12 anos quando entrou na capoeira. Em 2000 conheceu o Maracatu de Baque Virado e começou a envolver–se más com a música e investigar as festas populares do norte, nordeste e sudeste do país. De 2002 a 2005 esteve a frente do centro cultural chamado Gonguê, onde juntamente com uma equipe, produziram workshops permanentes de Maracatu, Tambor de Crioula, capoeira, Samba e ainda fazia festas com Baques de Maracatu, Guardas de Congo e Moçambique, Candomblé, blocos percussivos entre outros. Nos últimos anos Jabu liderou o bloco Batalhão de Maracatu e integrou o grupo de Samba Bantuquerê em Belo Horizonte (Minas Gerais). Também fez parte do corpo de músicos do grupo de danças folclóricas Sarandeiros com quem viajou pela Europa em 2005 e em 2006. Deu aulas regulares de musicalização na UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais). Se graduou em 2007 em Educação Física na UFMG e atualmente vive em Barcelona, onde estuda Música Moderna e Jazz no Conservatório Liceu de Barcelona e se apresenta como cantora com seus temas. Em março começou a dar workshops de Maracatu na Associação Amigos do brasil e criou o grupo (um baque) de Maracatu chamado Mandacaru que se apresenta regularmente em Barcelona.
  Este workshop trabalha os múltiplos ritmos de brasil, especificamente os do norte e nordeste, e suas danças. A partir de jogos musicais, fonemas e sons do corpo Jabu propõem uma integração entre a dança e os tambores, com mudanças constantes de quem toca e quem dança. Abarcará os seguintes ritmos: Coco de Roda, Jongo, Tambor de Crioula, Maracatu, Ciranda, Afoxé, Samba de Roda…
Jabu Morales começou seu envolvimento com a música aos 12 anos quando entrou na capoeira. Em 2000 conheceu o Maracatu de Baque Virado e começou a envolver–se más com a música e investigar as festas populares do norte, nordeste e sudeste do país. De 2002 a 2005 esteve a frente do centro cultural chamado Gonguê, onde juntamente com uma equipe, produziram workshops permanentes de Maracatu, Tambor de Crioula, capoeira, Samba e ainda fazia festas com Baques de Maracatu, Guardas de Congo e Moçambique, Candomblé, blocos percussivos entre outros. Nos últimos anos Jabu liderou o bloco Batalhão de Maracatu e integrou o grupo de Samba Bantuquerê em Belo Horizonte (Minas Gerais). Também fez parte do corpo de músicos do grupo de danças folclóricas Sarandeiros com quem viajou pela Europa em 2005 e em 2006. Deu aulas regulares de musicalização na UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais). Se graduou em 2007 em Educação Física na UFMG e atualmente vive em Barcelona, onde estuda Música Moderna e Jazz no Conservatório Liceu de Barcelona e se apresenta como cantora com seus temas. Em março começou a dar workshops de Maracatu na Associação Amigos do brasil e criou o grupo (um baque) de Maracatu chamado Mandacaru que se apresenta regularmente em Barcelona.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Marcia Lisboa - Nós e o Rio

Marcia Lisboa - Nós e o Rio

A primeira vez que encontrei e conheci Marcia Lisboa, foi um desencontro e de fato acabei não conhecendo. Isso aconteceu em 2009 na festa da Rádio Nova MPB onde eu, Rubinho Effe e Marcia  éramos as atrações deste evento. Rubinho Effe abriu com suas belas canções, depois eu ataquei e por último seria a Marcia, onde me arrependo por não ter ficado para ver a performance dessa bela moça. Lembro que descendo as escadas do Mofo na Lapa cruzei com ela e seus músicos e na minha pressa não parei para cumprimentá-los. Na calçada ainda me despedindo de todos e agradecendo a banda que me acompanhou, João Batera lembrou que o seu banquinho havia ficado no palco e me pediu para que entrasse na casa de show novamente para que pudéssemos pegá-lo. Subi... e graças a isso pude ver Marcia Lisboa cantando com seus jeitos e trejeitos Noel Rosa. Fiquei admirado com a performance nesses dois derradeiros minutos antes da minha saída  para que eu pedisse o banquinho do mestre João Batera. Este, já olhava enciumado o baterista que acompanhava a cantora sentado confortavelmente. Me recordo que foram dois minutos fantásticos, mas não teve jeito, acabando a música me dirigi ao instrumentista pedindo educadamente o acento e fui embora.
Mais de um ano se passou desde o evento e depois de milhares de oportunidades de ver Márcia Lisboa tocando ao vivo, não consegui. Por um agrado do destino seu cd acabou parando na minha mão, porque a ingrata preguiça não me iluminou para que eu fosse até alguma loja comprá-lo, ou procurrasse meios para baixá-lo...mas isso nem vem ao caso, vale a pena é comentarmos sobre essa grande cantora e seu grande disco.

Lançado em 2008 de maneira independente "Marcia Lisboa - Nós e o Rio " é um cd ligado a MPB tradicional, mais próximo da primeira e da segunda geração da bossa nova. Não que fique ligado somente a essa vertente, ainda encontramos espaço para um samba tradicional tocado de maneira clean com um violão 7 cordas e também um samba de roda com uma roupagem mais pop chegando quase a um regionalismo pop. No disco, Noel Rosa é revisitado e abre as portas do cd na primeira faixa, a música "Com que Roupa" é interpretada de maneira jazzística e de forma requintada. Seguindo ainda essa linha temos a canção "Corda Bamba" composição da própria Marcia Lisboa, "Meu Verão", a ótima bossa nova de Fábio Moreno "Teu Sorriso" sendo tocada na "vassourinha", "Samba que canto" e "Conversa Mole" de Marcelo Pfeil que além de assinar mais três músicas do disco, é o produtor musical e arranjador.Vale a pena ressaltar  que por trás também das façanhas de uma grande artista como a Marcia há um grande homem e este homem é o Marcelo, que conseguiu dar o refinamento preciso ao "Nós e o Rio" casando com a delicadeza da nossa cantora. Essa parceria Lisboa Pfeil pode ser vista também em "O Livro Mágico – CD e livro e Histórias de Além-Mar"....mas isso é outro papo...


Seguindo ainda sobre as faixas do cd, "Algo Impressionante" de Luciana Savina traz uma melancolia  triste e sóbria interpretada por Marcia Lisboa. Tendo a cara da Guanabara os sambas "Nós e o Rio" e "Tem que ser Samba" que compõe o cd, trazem uma nostalgia dos subúrbios antigos da ciadade, imagens ligadas ao atual  e bucólico morro da Conceição no centro e a Santa Tereza, redescobertos a alguns anos pela juventude carioca. Isso traz uma idéia linkada entre o tradicional e o moderno trançando o caminho dessa obra. Finalizando minha análise, a homenagem aos históricos Wilson Batista e Geraldo Pereira na regravação "Acertei no Milhar", é mais uma das várias cerejas desse bolo tão saboroso que é o "Nós e o Rio".


O cd "Nós e o Rio" é um belo cd, o único ponto negativo que fica avesso a obra, é a arte da foto da capa. Infelizmente poderia ter sido melhor finalizado para dar os contornos reais da beleza  que vai ser ouvida nos arranjos do artista que é Marcelo Pfeil (que caprichou!!!) e da belíssima voz e estética de Marcia Lisboa.


Curtinha: Fico imaginando Marcia Lisboa cantando Carmem Miranda....deve ser algo espetacular....


Para conhecer mais o trabalho de Marcia Lisboa acesse:

http://www.myspace.com/marcialisboa


sexta-feira, 5 de novembro de 2010

1- Conjuntura Política e Música 2- Agora - Dani Gurgel e Novos Compositores

1- Conjuntura Política e  Música 

"Todo grande poema foi feito na penumbra e sob o olhar cruel de um carcereiro". Não sei quem disse,  se disse exatamente assim e pouco me recordo quem citou isso em um papo trivial sobre criatividade artítisca, o mais importante é contextualizar essa frase. Lembro que ouvi essa sentença  a alguns anos em alguma roda musical, quando tentavam justificar a criatividade de grandes nomes da mpb no período da ditadura militar no Brasil. A justificativa é simples e entra na lógica de tudo que é proibido fica mais gostoso... nesse caso os festivais da canção, as músicas de protesto possuiam um contexto "favorável" que não temos hoje (graças a Deus!!!), a censura e a perseguição por parte de um DOI-CODI ou em um sentido mais amplo o Ato Institucional número 5 eram um tempero extra no campo da arte. Sendo assim, faço uma pergunta: nos anos de desenvolvimento (ou pseudo), otimismo, não há nada criativo? Nesse contexto, a resposta é um sonoro sim, nós podemos criar!O carcereiro então parece perder seu sentido, o carrasco não mais assusta e a penumbra perde o seu lugar para dias solares.

Na década de 1950 com o nacional desenvolvimentismo de JK o país vivia em um período positivo, levando obviamente em conta os relatos da classe média do período, que vivia o sonho do consumo. No campo artístico surgia a bossa nova rejeitando a estética lúgrube dos clubes noturnos e a atmosfera pesada tanto em arranjos  musicais como também na carga dramática depositada nas canções pelos intérepretes do período de 1940 a 1950. Aquela juventude carioca de classe média não se reconhecia nesses cantores e aquele tempo não permitia que se identificassem com algo que era avesso a eles. O Brasil campeão em 1958 da Copa do Mundo na Suécia colaborou para a imagem do país bossa nova e também para o ânimo nacional.

Ainda é cedo para uma análise política em relação ao governo Lula, seus  efeitos, benefícios e malefícios de uma maneira geral. O que é inegável é a comparação com a atmosfera vivida na década de 1950. A projeção internacional que o país ganha durante esses oito anos é perceptível para qualquer um e isso sem entrarmos no mérito se é positivo ou não. Nos tornamos a América do Norte do Sul nas palavras de Aderbal Freire Filho, gozamos hoje de um otimismo tão assustador que o maior de todos os pessimistas se pega de maneira inconsciente solfejando "O Barquinho". Crescimento de 8% previsto para 2011, Copa do mundo em 2014, Olimpíadas em 2016, tudo isso mais uma vez colabora para uma imagem e um ânimo coletivo espetacular."Nunca antes na História desse país" se produziu tanto em termos musicais e de maneira independente. Novos compositores atrelados a esse otimismo consciente ou não, expõe de maneira considerável tanto qualitativamente e quantitativamente suas crias, suas obras.Sendo assim, é importante destacar a cantora e compositora Dani Gurgel com o seu cd de 2009 "Agora  - Dani Gurgel e Novos Compositores"

2- Agora - Dani Gurgel e Novos Compositores
Lançado em 2009 pela produtora Borandá "Agora - Dani Gurgel e Novos Compositores" reune o que há de melhor na nova safra de compositores de São Paulo. Rafa Barreto, Vinicius Calderoni, Danilo Moraes, Ricardo Teté, Dani Black, Leo Versolato, Tatiana Parra, Tó Brandileone, Leo Bianchini, Demetrius Lulo, Wagner Barbosa e Ricardo Barros é a escalação de um timaço de jovens nomes que despontam cada vez mais no cenário musical nacional.

Já na primeira faixa "Linha na Pipa" demosntra o compromisso e a união dessa nova turma. O compositor Vinícius Calderoni descreve o pesado fardo da "profissão artista" hoje nos versos: "Todo mundo quer brilhar no circo Mas não sabe que pra isso Tem que erguer e amarrar a lona E colar cartaz, ser bilheteiro Cobrar escanteio e correr pra área."É o músico que ao mesmo tempo é divulgador, produtor, empresário da sua arte, porém isso se torna leve quando vai de encontro a pessoas iguais a você. Além disso, é um sambalanço de primeira!

As brigas de um casal é retratada na descontraída "Clinch" de Ricardo Teté e Danilo Moraes. O boxe serve de metáfora para uma análise dos conflitos cotidianos da vida a dois, o vício dos homens e a eterna insatisfação das mulheres. Vale a pena lembrar que nem toda luta termina  bem...Tyson e Hollyfield  diriam que as vezes o clinch vira mordida na orelha.   "Da onde vem" de Dani Black começa com um suingue tinhoso do violão e se espalha por todo o arranjo. A malemolência da voz de Dani Black e a segurança de Dani Gurgel casam perfeitamente na canção. A canção "De Casa" número 4 do disco é uma parceria da cantora com  Léo Versolato, onde o timbre vocal de Dani faz com que tudo soe familiar, próximo, mesmo com um arranjo moderno para a música, ela acaba remetendo a algo bem popular...era o que Elis Regina fazia muito bem. Sublime é o que melhor define o entrelaçamento musical de Tatiana Parra e Dani Gurgel, abaixo segue o vídeo para você tirar suas próprias conclusões.
De Leo Bianchini, Tó Brandileone e Vinicius Calderoni "Lé com Cré" traz o tipo de melodia que vc solfeja sem saber cantar a letra, é aquela música que persegue o compositor até colocar uma letra que encaixe de maneira perfeita. Desilusão, tristeza e redenção marcam essa canção linda dos membros do 5 á Seco. Como o próprio blog sobre o cd de Dani Gurgel diz (link disponível no final), "Quem Dera" de Demetrius Lulo e Wagner Barbosa   mistura o samba tradicional com o samba jazz. A letra tem cara de samba de quadra, aquele samba cantado para dar energia a comunidade antes de entrar na avenida. A oitava canção "Não Tem" possui uma introdução que remete aos fraseados da Black Rio, cheia de classe e suingue com assinatura de Débora Gurgel. Chegando quase ao fim, Dani Gurgel pede a benção e licença pra seguir nos encantando, "Rei Xangô" é a mitologia africana musicada e "letrada" de uma maneira perfeita. É impressionante que quase todas as músicas que remetem a esse tema parecem sempre funcionar, é como se os Orixás fizessem reverência aos homens quando são homenageados concebendo a luz da divina inspiração.

Chegando por último e não menos importante, "Bate Pilão" de Rafael Barreto parace escolhida a dedo para retomar uma idéia que é colocada no início do cd na primeira faixa. A união desses novos compositores, que enxergam mesmo em uma onda de otimismo, com todo aparato técnico, todo desenvolvimento, que não da pra trabalhar sozinho. Terminamos com os versos dessa bela canção:

"Vem da voz de todo povo
Vem do suor de toda raça
Vem da cor que tá na mata
Bate na mão, sacode o corpo
Pra ver"

Para conhecer mais sobre Dani Gurgel e seus novos compositores acesse:
http://danigurgel.bandcamp.com/album/agora-dani-gurgel-e-novos-compositores



Uma curtinha...que os deuses nos protejam nos próximos anos....que essa onda de desenvolvimento  se transforme em desenvolvimento de fato e não em um filme que a gente já viu em 1964...








sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Rio Notório - MOÍNA PRODUÇÕES ARTÍSTICAS

RIO NOTÓRIO
Existe vida fora do jabá, das rádios de grande circulção que insistem nessa prática, de iniciativas que visam mostrar parte da produção independente que circula no Brasil. Aqui no Rio de Janeiro no dia 13 de outubro entrou em vigor a primeira edição do projeto Rio Notório, uma parceria da Moína Produções Artísticas com seus artistas independentes agenciados. É louvável a iniciativa da produtora, e digna de aplausos das pessoas  que trabalham nela como a própria Moína, seu marido Marcelo, Márcio Bragança e Sheyla Max. Falo especificamente deles pois são pessoas que conheço e admiro pela luta ao longo dos anos nessa empreitada artística. 

Qual é o mote principal desse evento? Como o próprio nome diz, visa dar destaque a artistas independentes que estão almejando alguma visibilidade e em consonância a isto estes artistas ganham um apadrinhamento de músicos que já possuem uma certa notoriedade. Acompanhando o projeto desde o início, percebi que houve uma resistência de alguns nomes consagrados na mídia a participar de tal evento. Pelo que parece algumas pessoas ganham a fama e esquecem do lugar de onde vieram, ou simplesmente não cedem por nada o preço de seus cachês para dar visibilidade para quem está "começando", o que se constitui pra mim em algo infeliz.

O nome dos artistas que cederam seus cachês em prol dos agenciados da Moína vale a pena serem comentados. Artistas como Carlos Dafé, Karla Sabah, Da Ghama (Cidade Negra), Pery Ribeiro, Heloísa Helena, Nabby Clifford, D'Black, Evelyn Castro, Christiano Dortas, Micheline Cardoso, Beatriz Rodarte, Macau, Belô Veloso, Tavynho Bonfá, Cláudia Telles, entre outros. São artistas que serão sempre celebrados por terem vivo na memória o caminho que percorreram.

Acima vocês podem acompanhar a agenda geral, de outubro a novembro. Toda semana um show de qualidade e o que é o melhor disso tudo é que o show é do artista agenciado, o convidado já com destaque no meio, surge para fazer uma participação especial, acrescentar em uma noite que não é dele e sim do artista que ele escolheu apadrinhar. Prova de quem nem tudo está vendido, quero dizer perdido...
 
Para saber mais sobre esse evento acesse:
Para conhecer mais os trabalhos da Moína Produções Artísticas